30 janeiro, 2017

Poemas e Poesias #1: Além De Seus Olhos


 
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Oi gente tudo bom com vocês? Entre tantos gêneros literários tratados nesse universo resolvi trazer para o Do Meu Mundo Ao Seu Mundo por meio da parceira com o blog O Escritor Desconhecido. Vem comigo acompanhar esse poema e me digam o que acharam depois nos comentários. 


  Hoje cedo, estava eu a caminhar, quando me deparei com uma senhora, ela era cega!

   Estava com dificuldades em encontrar o caminho de casa, estava desnorteada e sentindo dor e eu, observava o fluxo de pessoas que passavam por ela e nem se quer a ajudavam.

   Então, fui até ela, estendi minha mão, toquei o seu braço e perguntei "Com licença, a senhora está bem?"

   Logo pude ver o sorriso em seu rosto e em voz baixa, ela resmungou "graças a Deus”.
   Voltei a perguntar como ela estava e se precisava de ajuda; ela disse que Dona Célia, era seu nome e que sentia dor e que estava exausta. "Por favor, me leve pra casa?"

   "Com todo prazer, Dona Célia", respondi em seguida.
   "A senhora pode me informar o nome da sua rua?"

   De início não conhecia, perguntei se havia algum ponto de referência, ela disse sobre um mercado na esquina e por coincidência, era pra lá que eu ia.

   Durante esse percurso, ela me falou sobre como é difícil ser cega, não por causa da cegueira ou por não poder enxergar, mas sim, por como ela é invisível aos olhos das pessoas.

   Isso logo me entristeceu, tentei me colocar no lugar dela, e como doeu.
   O silêncio pairava sobre nós, até o momento em que Dona Célia retornou a falar, dizendo que existem anjos e que por um acaso vem ajudá-la, e que por acaso um desses anjos, foi eu.

   Dei um sorriso de imediato, ela não viu, mas certeza que sentiu, pois sorriu comigo.

   Chegamos até a casa dela, antes de partir ela me agradeceu e pediu um abraço e eu com todo prazer do mundo, a abracei. Mas, ela novamente, refez o caminho da garagem ao asfalto, onde eu estava a observá-la; Perguntei se tinha algo errado, ela perguntou se em meu rosto podia tocar. Eu permiti. Coloquei suas mãos em meu rosto e as senti deslizarem sobre ele; foi uma das melhores sensações que já senti.

   Por fim, ela sorriu e disse "Você é linda". Eu agradeci. Antes de partir constei se estava tudo bem, e estava então voltei ao meu caminho e claro, sorrindo. E com toda certeza, o melhor de tudo, foi aquele elogio. Por quê? Porque ela não elogiou a minha aparência ou o meu rosto bonito, ela me enxergava. Dona Célia elogiou a minha alma.



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