19 outubro, 2015

Entrevista #2: Felipe Leão



Oi gente tudo bom com vocês? Nesta entrevista teremos mais de mil emoções. Cores serão a base para definir as emoções que envolveram a trama narrada por Alexander Hamptom protagonista da mesma, inspirada em uma fanfic baseada em 50 Tons De Cinza. Muita informação assim de cara, mas para se um bom entendedor da história e conhecer um pouco do autor terá que cair e se deixar levar pelo fluxo das emoções que move tudo ao redor de sua obra e vida pessoal. Ahh... ficaram interessados? Então vem conhecer em primeira mão um pouco mais do livro A Cor Mais Vibrante que será lançado ano que vem, em livro físico é claro!




Livro: A Cor Vibrante

Assinatura: Leon Destiny




                                                 Sobre O Autor







1-Qual o momento em que percebeu que escrever era sua paixão?



Não sei ao certo, mas o mundo das palavras sempre me soou fascinante. Antes mesmo de pensar em escrever em si, comecei compondo músicas com um violão que ganhei aos 13 ou 14 anos. Eu queria falar de coisas que sentia e de muitos anseios que somente a arte conseguiu traduzir.


2- Para você escrever é um hobby ou uma profissão?  



Profissão. Uma das, na verdade. Como curso Letras, além de lecionar, escrever é meu complemento para o ser. Acredito que a escrita me fará atingir a amplitude que anseio sobre ser feliz um dia.



3- Qual a sensação de ter seu livro lançado na bienal?



Acho que é a sensação de algo bastante importante, digo, o que vem acontecendo nos últimos dias, desde a confirmação da publicação está trazendo uma vasta fama de primeiras sensações sobre ser visto. Até porquê meu objetivo como o livro não era publicar para ter fama, mas sim, para ajudar pessoas que passaram ou passam por questões problemáticas na vida como eu ou como o protagonista da minha obra. É mais um protesto aos tabus. Então a sensação de estar indo na Bienal de Sampa é muito significativo para mim, sobretudo por saber que estarei perto dos Saragoça, minha família do peito que reside lá. Beijo Leila e Ceiça. <3



4- Houve momento ou motivo importante para dar o “Start” ao livro?



Como bem deve saber, ele começou como uma fanfiction de 50 Tons de Cinza e acredito que o ponto para o “Start” foi quando saiu o primeiro trailer da adaptação cinematográfica. Na verdade, foi após uma conversa com um grupo de garotas ( Fabia,Allana,Anny,Amanda.Eu falei que não esqueceria) num evento de Percy Jackson, ao qual conversamos ao fim sobre a trilogia de E.L. James. Eu expus as questões que gostaria de abordar em meio aquela família, que em tantas vezes era vista como um modelo perfeito. Eu queria trabalha a diversidade ali e Ver como o amor se sustentaria. 



5- Qual o seu maior sonho?


Ajudar pessoas, fazê-las se amarem todos os dias como cada traço do seu corpo, do seu ser. Eu percebi algo olhando para mim mesmo durante muitos anos, principalmente os quais me sentia indesejável ao encarar o espelho ou quando praticavam bullying comigo na escola, o mundo ele é programado para te fazer se senti menor. É um desafio. Temo em dizer que por um tempo ele me venceu, e eu me sentia a pior pessoa desse mundo na maioria dos dias, que em sua totalidade eram longos demais para o que eu conseguia aguentar. Meu sonho é fazer com que as pessoas saiam de cabeças erguidas nas ruas, que se sentiam vivas e maravilhosas por serem somente elas, assim como, um dia eu aprendi com alguém que mudou minha vida através de uma simples canção. Sonho com um amor livre para todos, como a queda dos rótulos, com a valorização mais ao ser do que ao que ‘parece’ ser.


6- Em algum minuto desistiu de escreve-lo?


Não, porém, passei por alguns maus bocados durante um tempo, o que resultou numa para da escrita da obra. Levou uns dois meses para voltar a produzi-la.



7-: A quanto tempo escreve?




Acredito que desde que eu comecei a jogar rpg, por volta dos meus 14 anos. Isso começou em fóruns na internet. Sem contar nos bons e velhos fakes do Orkut. Muitas saudades. Jamais parei depois dali.





                                                     Sobre O Livro







8- Se for dedica-lo a alguém, para quem seria? E porquê?


Tenho muitas pessoas a dedicar, sabe? Pois em maioria são agradecimentos que devo. Mas eu destaco aqui dois nomes, a minha mãe, que sempre foi meu porto seguro. E a Katy Perry. Pode parecer bobagem, mas eu sou o que sou como pessoa, tenho vontade de ser vencedor e viver, porque uma palavra dela numa canção fez diferença total na minha vida.

9- Em que ideias pensou e quais critérios usou para dá origem ao título da obra?



Isso é uma longa, longa história. Como era uma fanfiction de 50 Tons de Cinza, eu queria usar um título provocante que instigasse as pessoas, embora se divergisse quanto a forma de amor abordada. Do nada, como eu tinha como protagonista dois homens num relacionamento, logo eu pensei em cores, porque simbolizam a diferença e a beleza de cada uma, sem falar no ponto do orgulho LGBT. Então, posto isso, veio 50 Tons de uma cor vibrante( Título da fic), sendo alterado originalmente para Uma Cor Vibrante , o que remete a algo chamativo e quente, e ao mesmo tempo se aproxima das formas de amor ( Não só em questão de namoro) trazidas no romance, como algo forte e vibrante, da mesma maneira que foi o amor de Alexander Hampton por Penny Summers, a garotinha que muda sua vida.


10- Qual o personagem que o considera o queridinho? E porquê?




Alexander (antigo Teddy), eu também arriscaria a Panny, mas acho que a carga psicológica que evolui no decorrer do romance dele, é algo que fez as pessoas se encatarrem pelo garoto que percebeu tudo e escondeu a dor para tentar fazer uma pequena garota feliz. Alexy é um pouco de tudo, ele é um bom retrato do que é a vida nem sempre feita de vitórias.


11- Se possível fale um pouco sobre o que se trata o livro.


A Cor Vibrante narra a história aos olhos de Alexander (Alexy) Hamptom, proveniente de uma rica e poderosa família de Seattle. A situação muda quando guiado pela promessa de ser ele mesmo e não mais esconder o amor que sente pelo melhor amigo, ele conta para os pais sobre sua homossexualidade o que provoca uma reação inesperada do pai, que o manda para um internato ao centro de Nova York. A partir disto o rapaz começa a passa por profundas modificações, até que conhece Penny Summers, uma garota portadora de câncer raro e motivo pelo qual todo enredo começa a acontece na história, e que obviamente o manda para um teatro da Broadway e coloca no caminho do grande diretor Robert Conroy.




12- Quais músicas usou para buscar inspirações?




MUITAS! Basicamente o romance foi construído, muitas vezes em cima de várias músicas, tanto que o mesmo possui uma trilha sonora que permite ao leitor escutar as canções que embalam a história enquanto a desvendam em seu decorrer. É como se a música completasse a escrita. Eu queria fundir mais de uma forma de arte.



                                                             Curiosidades






13- Quantos anos tem?




Atualmente, eis que tenho 21, porém, me sinto como 15 tantas vezes.


14- Se faz faculdade, qual curso?


Curso Letras- Inglês, pela Universidade de Pernambuco  


15- Qual cantor é seu favorito?  E porquê?



Acho que colocaram essa pergunta de forma proposital aqui, mas vamos lá. Minha cantora favorita é a Katy Perry, e acho que não é uma surpresa aos que me conhecem de perto, ou mesmo que leram partes anteriores da entrevista. Acredito ter uma ligação muito pessoal com tudo que ela faz, porque  em certo ponto da minha vida eu percebi que as letras que ela escrevia conseguiam me definir por completo, falarem por mim quando acreditava não ter voz. Ela Sem dúvida alguma, é a mais forte razão para eu não ter desistido de viver há algum tempo. É uma dívida que jamais pagarei. Ela me inspira.



16- Qual livro/ Saga mais gosta?


Harry Potter, sem sombra de dúvidas. Foi minha infância e cresceu comigo, da mesma forma como me fez amar a escrita incondicionalmente. Always. <3



17- Qual escritor favorito?


J.K Rowling. Nossa, quando penso na história de vida dessa mulher, na sua luta e na sua superação, e ainda mais no seu grande feito para com as crianças de sua geração, fico maravilhado. Ela não é apenas uma escritora, ela é uma mulher de fibra. Quero ser como ela quando crescer.




18- Se baseou em algum escritor na hora de redigir sua obra?


É bem difícil te responder esta questão, porque eu sempre quis me responder a mesma coisa. Quando, iniciei, obviamente por ser uma fanfiction de 50 Tons de Cinza, eu geralmente tendia a pensar que estava seguindo E.L. James, mas ao decorrer de tudo, a história ganhou uma forma e uma essência própria, e foi o motivo para eu transformá- la num livro original. Todavia se eu tivesse de te dar um escritor que se assemelharia com o que obtive no resultado de A Cor Vibrante, te daria uma mistura de Mila Wander (Mãe <3) com John Green. Olha que interessante!


19- Pretende fazer uma continuação para o livro? Ou já tem uma em andamento?




Com certeza. Para ser sincero, eu já estou escrevendo a continuação ela se chama A Cor Luminosa, e vem para dar continuidade aos fatos que A Cor Vibrante encerra. No total serão três. Terminei caindo na teia das trilogias.




A entrevista foi emocionante? Como eu disse o gosto pela leitura se mistura com a emoção e os sentimentos que embalaram todos os acontecimentos de sua vida e que fizeram surgir esse livro. Que vai ser um sucesso, obvio que vai nada se perde quando a um toque de emoção, paixão e o famoso fogo. Espero muito que tenham gostado de conhecer mais sobre esse autor apaixonante.Não deixem de deixar seu comentário e aguardem o vídeo onde vou falar mais dele como amigo, escritor e um pouco da obra. 




Um comentário:

  1. Li essa entrevista com lágrimas nos olhos. Lipe meu amigo, você sabe que tem em mim uma fã. Sou apaixonada por sua obra e pelo modo como você escreve. Sinto uma enorme admiração por ti e creio que esse sentimento tende a aumentar cada dia mais. Ansiosa pelo livro.
    Parabéns e te desejo muito sucesso.

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